sábado, 4 de fevereiro de 2012

God Save The Queen

Ontem, fui pela 1ª vez no Via Funchal assistir ao show tributo ao Queen "God Save The Queen".
Levei um susto com a casa: muito bonita, mas cadeiras e mesinhas pra assistir a um show de rock??? Tudo bem, eu estava lá pra curtir...e quem sabe fazer novos amigos.
Como não conhecia a casa, cheguei cedo...01 hora antes....e fiquei na mesinha, esperando...tinha lugar pra mais 05 pessoas...expectativa de gente bacana ao meu lado...pra compensar a mesinha estilo festa de formatura.
O show começou com 1/2 hora de atraso...na minha mesinha um casal de 1/2 idade...a mulher muito simpática...e marido bem tímido...e depois chegaram 01 grupo de 02 moças e 01 rapaz...tentei puxar amizade, mas não rolou.
O show foi espetacular...os maiores sucessos do Queen com uma banda cover que deixou meu queixo no chão...em vários momentos parecia que Freddie tinha descido pra tocar no palco. Muito simpáticos com a platéia, eles tocam muito bem, e realmente recriaram a atmosfera do Queen no palco. Não é a toa que o Brian May elogiou a performance deles. E ainda voltaram pra 02 bis...legal demais.

Outro ponto negativo: R$ 18,00 uma caipirinha de saquê? Onde já se viu roqueiro ter dinheiro pra tanto???? Fala sério....

domingo, 22 de janeiro de 2012

Concerto para Sax e Lygia Fagundes Telles

Quem me conhece sabe da minha profunda admiração pela escritora Lygia Fagundes Telles. Todos os eventos que envolvam a obra de Lygia, eu tento estar presente. Foi com muita alegria que saí ontem, numa noite de muita chuva, pra ir até o SESC Vila Mariana ver o "Concerto para Sax e Lygia Fagundes Telles"
O espetáculo foi lindo. Dois atores: Guilherme Leme e Leona Cavalli leram os contos "O Moço do Saxofone" e "Apenas um Saxofone", da querida Lygia, enquanto o maestro Roberto Sion tocava o saxofone.
Muito lindo e original, na minha opinião. A parte chata foi a risada de algumas pessoas em passagens dos contos da Lygia, que não tinham nada de engraçado. Quem conhece, sabe que são dois contos fortes, densos...carregados de tristeza, dor...e da música do saxofone.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

Eu também vou Reclamar



Parodiando o grande Raul, "Mas agora eu também resolvi dar uma queixadinha porque eu sou um rapaz
Latino-americano que também sabe se lamentar"...então lá vai:
Nem sempre a gente está realmente preparada pra levar uma sacudida da vida...e quando essa sacudida se reflete no seu salário...aí o negócio fica muito difícil.
Sofri uma retaliação onde trabalho e consequentemente meu salário diminuiu muito...hoje eu vi o valor que receberei...e percebi que não vai dar pra fazer um monte de coisinhas que eu fazia, ajudando os gatinhos e cãezinhos.
Senti um belo desânimo...eu tinha planos bem concretos pra 2012...um deles era de comprar minha motoquinha e investir num pedacinho de terra pra poder cuidar de alguns animais abandonados...(não, eu nem penso em ser uma acumuladora de animais). Só queria um lugar sossegado pra ouvir o canto dos pássaros e ver os gatinhos brincando.
Não dá pra entender porque certas coisas acontecem na vida da gente.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Cadê a vacinação contra a raiva?


Retirei essa notícia do site Delas
Doença pouco comum entre animais domésticos, graças a vacinas, a raiva foi responsável pela morte de uma gata na zona sul de São Paulo, segundo informa a Secretaria Municipal da Saúde. A morte do animal de Izabel Bonifácio da Cruz, 50, aconteceu por volta do mês de outubro de 2011.
O Estado de São Paulo registra uma média anual de seis casos de raiva animal, geralmente em morcegos – possivelmente os transmissores da doença para o felino. O último caso de um animal doméstico diagnosticado com a doença na capital foi registrado em 1983.
A Coordenação de Vigilância em Saúde do Município de São Paulo foi notificada em 1º de dezembro pela Faculdade de Medicina Veterinária e Zootecnia da Universidade de São Paulo sobre a ocorrência.
De acordo com a secretaria, após ser comunicada, a COVISA desencadeou todas as medidas previstas para o controle da doença e não foi encontrado nenhum novo caso ou suspeita. As equipes de vigilância realizaram atividades de casa a casa, orientando os moradores e providenciando a vacinação de cães e gatos.
A vacinação de animais no município tem sido responsabilidade da própria prefeitura, uma vez que, desde o ano passado, o Ministério da Saúde suspendeu a distribuição de vacinas para o estado.
Eu sempre vacinei meus gatinhos no veterinário junto com as outras vacinas recomendadas pra gatinhos...quando não tinha o conhecimento e o dinheiro suficiente, mesmo assim levava sempre meus bichanos nas campanhas.
Fiquei abismada com os últimos acontecimentos: as vacinas que levaram muitos bichinhos a morrer, a suspensão da vacinação, e agora isso.
Tentei entrar em contato telefônico com o CCZ, mas não obtive nenhuma informação a respeito.
É pra isso que a gente paga um monte de impostos? Cadê a proteção pros nossos bichinhos? Tem gente que não tem condições de pagar a vacina, mas ama seus animais e quer manter eles protegidos da raiva.
O que você acha disso?

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

MAIS UM CASO DE CRUELDADE

Este pequenino foi 01 dentre tantos animais que uma louca matava em sua própria casa. Ela se dizia protetora e adotava os animais para depois matá-los. Leiam a notícia que retirei do site da Folha de São Paulo:
Ao menos 30 gatos e cachorros foram encontrados mortos dentro de sacos de lixo em uma calçada na rua Mantiqueira, na Vila Mariana, zona sul de São Paulo, na noite de quinta-feira (12). Uma mulher foi detida.

Pessoas ligadas a ONGs protetoras de animais contrataram um detetive particular há aproximadamente 20 dias, para investigar o caso. Eles desconfiavam da mulher que recebia animais dizendo que iria cuidá-los e sumia com os gatos e cachorros que recebia.
Por volta das 23h de ontem, o investigador viu a mulher colocando os sacos de lixo no portão da vizinha. Quando olhou dentro dos sacos encontrou os animais mortos e enrolados em jornais.
O detetive particular ligou para a polícia que arrombou o portão da casa para prender a mulher, que se recusava a abrir a porta.
Os policiais encontraram seringas no carro da suspeita e gaiolas para transporte e armadilhas para prender os animais na garagem da casa.
A polícia ainda não sabe informar como a mulher matava os animais.

Por isso precisamos nos manifestar, lutar, brigar muito...O mundo está enlouquecendo. Vocês que tem filhos, eduquem suas crianças para não virarem pequenos monstros...e no futuro diabos malignos.
Eduquem seus amigos, familiares...temos que tentar transformar esse mundo em um local um pouco civilizado.
Quando eu digo no meu perfil que sou "alienígena cumprindo pena no planeta Terra" não é só um mero jogo de palavras. Eu sinto isso cada dia mais.

domingo, 8 de janeiro de 2012

O Direito de Não Amar



Se o homem destrói aquilo que mais ama, como afirma Oscar Wilde, a vontade de destruição se aguça demais quando aquilo está amando um outro. O egoísmo, sem dúvida o traço mais poderoso de qualquer sexo, transborda então intenso e borbulhante como água em pia entupida, artérias e canos congestionados na explosão aguda: “Nem comigo nem com ninguém!” Deste raciocínio para o tiro veneno ou faca, vai um fio. 

A segunda porta foi a que escolheu aquele meu colega de Academia quando descobriu que a pior das vinganças é não matar, mas deixar o objeto amado viver, viver à vontade, “pois que ela viva!” – decidiu ele na sua fúria vingativa.

Amou-a perdidamente. Acho que nunca vi ninguém amar tanto assim, talvez com a mesma intensidade com que ela amava o primo, disse isso mesmo numa hora de impaciência, estou apaixonada por outro, quer ter a bondade de desaparecer da minha frente? Mas o meu colega (vinte anos?) acreditava na luta e como ele lutou, meu Deus, como ele lutou! Tentou conquistá-la com presentes, era rico. Depois, com intermináveis poemas de amor, era poeta. Na fase final, no auge da cólera – era violento – começou com as ameaças. Ela guardou os presentes, rasgou os poemas, fez a queixa a um tio que era delegado da seção de homicídios e foi cair nos braços do primo sem os recursos da rima e dos diamantes, mas que conseguia fazê-la palpitar mais branca e perfumada do que a açucena do campo. 

Meu colega dava murros nas paredes, nos móveis. Puxava os cabelos, “ela não tem o direito de me fazer isso!” Com a débil voz da razão, tentei dizer-lhe que ela bem que tinha esse direito de amar ou não amar vê se entende essa coisa tão simples! Mas ele era só ilogicidade e desordem: “Vou lá, dou-lhe um tiro no peito e me mato em seguida!” – jurou. Mas a tantos repetiu esse juramento que fiquei mais tranqüilizada,  com a esperança de que a energia canalizada para o ato acabaria se exaurindo nas palavras. 

O que aconteceu. Uma noite me procurou todo penteado, todo contido, com um sorrisinho no canto da boca, meio sinistro, mas lúcido: “Vou ficar quieto, que se case com esse tipo, ótimo que se casem depressa porque é nesse casamento que está minha vingança. No casamento e no tempo. Se nenhum casamento dá certo, por que o deles vai dar? Vai ser infeliz à beça!” Pobre, com um filho debilóide, já andei investigando tudo, ele tem retardados na família, ih! O quando ela vai se arrepender, por que não me casei com outro? Vai ficar gorda, tem propensão para engordar e eu estarei jovem e lépido porque sou esportista e rico, vou me conservar, mas ela, velha, obesa, ô delícia. 

Há ainda uma terceira porta, saída de emergência para os desiludidos do amor, não, nada de matar o objeto da paixão ou esperar com o pensamento negro de ódio que ela vire uma megera jogando moscas na sopa do marido hemiplégico, mas renunciar. Simplesmente renunciar com o coração limpo de mágoa ou rancor, tão limpo que em meio do maior abandono (difícil, hem!) ainda tenha forças para se voltar na direção da amada como um girassol na despedida do crepúsculo. E desejar ao menos que ela seja feliz.

Lygia Fagundes Telles

quarta-feira, 4 de janeiro de 2012

2011 foi embora

Faz um tempinho que estou sem postar. Queria agradecer ao carinho dos amigos que passarm por aqui pra desejar um Feliz Natal e Feliz Ano Novo. Desejo tudo de bom pra vocês.
O ano de 2011 não foi muito bacana comigo...perdi o Mingau...e em dezembro, bem depois do meu aniversário, aconteceu uma coisa muito, muito ruim comigo, profissionalmente.
Até agora não consegui entender e me reerguer. E ainda tem as coisas do coração que não se resolvem nunca.
Eu agradeço ao carinho dos amigos reais, e de amigos virtuais que delicadamente ligaram na minha casa pra me oferecer um colinho.
Nenhum dinheiro pagaria tanto carinho. Eu queria poder agradecer de alguma forma.
Não tenho nenhum plano pra 2012. Tô tentando viver cada dia, aos pouquinhos.

Desejo toda a felicidade a vocês, pessoas que tem a delicadeza em seus corações.

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

QUEREMOS MILES


Ontem depois de passar no médico, dei um pulo no SESC PINHEIROS pra ver a exposição sobre Miles Davis.

Um arraso pessoal. Muito bem feita, a exposição já começa bem porque você é invadido pelos maravilhosos acordes do mestre. Sem contar as inúmeras fotos, objetos...tudo muito bem feito, contando as diversas fases pela qual sua carreira passou.




Se você curte jazz, boa música ou boas exposições, dê um pulo no Sesc Pinheiros. É de graça e o Sesc é um lugar muito bacana de se visitar, sempre.
PS. Em respeito não tirei nenhuma foto na exposição, exceto a primeira, que era da entrada. As fotos aqui postadas foram retiradas de sites de divulgação, como Veja SP.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Eu e Will Eisner numa tarde chuvosa

A tarde em São Paulo convidava a um cobertor, pipoca e dvd...mas eu queria muito ver a exposição sobre Will Eisner no centro Cultural São Paulo...e resolvi espantar a preguiça.
Valeu a pena...a exposição é simples, mas pra quem curte desenho como eu...um show de técnica do mestre.
Se você não conhece o trabalho dele, procure mais informações...eu retirei do wikipedia algumas curiosidades sobre o mestre que criou THE SPIRIT:



  • Will Eisner era fascinado pelo Brasil, e visitou esse país sete vezes. Certa vez ele disse que não se mudava para o Brasil "porque não conseguia aprender a falar português". Mas havia uma palavra em português que ele adorava, e que não havia similar em inglês:saudade.
  • Will Eisner conta que ficou impressionado quando soube que  Ziraldo, quadrinhista brasileiro famoso e que iria recebê-lo no aeroporto, tinha acabado de sair da prisão. Era 1975 e Ziraldo tinha sido "recolhido" pela ditadura militar brasileira. O mesmo Ziraldo conta que quando conheceu Will Eisner, tremia de nervoso: "Eu estava conhecendo aquele que mais povoou a minha imaginação infantil, e me inspirou a ser o que eu sou hoje".

  • No final dos anos 90 do século XX, Will Eisner dedicou-se a produzir versões em quadrinhos de vários clássicos da literatura. Entre eles, temos  Moby Dick, O Último Cavaleiro Andante (Dom Quixote) e A Princesa e o Sapo. Posteriormente produziu Sundiata, uma lenda africana.

  • Uma curiosidade que Will Eisner conta é que ele sempre preferiu trabalhar com editoras pequenas, de forma que ele pudesse falar diretamente com o editor, e não ter que marcar audiências. 

O Centro Cultural São Paulo é sempre um local que me fascina...uma turma de garotos jogava RPG num canto...outro grupo jogava xadrez..mais a frente, um grupo de garotas dançava algo que talvez seja Britney Spears...uma miscelânea.
Pena que fui novamente sozinha.